... porque - diz o Senhor Deus - é na calma que está a salvação (Is, 30, 15)

16
Out 09

O que subsiste, para lá da espuma das palavras, é o testemunho.

 

A Escritura termina com a palavra da testemunha: «Eu venho em breve. Amen. Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus esteja com todos vós. Amen!»

 

Eis o que importa: o Senhor Jesus, a Sua palavra, a Sua presença, o Seu amor!

publicado por theosfera às 00:35

15
Out 09

Prodígio!

publicado por theosfera às 06:23

Ao receber o Prémio Nobel da Paz 2009, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria recordar não apenas das guerras no Iraque e no Afeganistão, mas também da guerra que está sendo dirigida contra os não-nascidos, segundo um artigo do L’Osservatore Romano.

 

O jornal oficioso vaticano publicou um artigo na sua edição do domingo passado, em resposta à concessão do prémio da paz a Obama. 

publicado por theosfera às 06:05

14
Out 09

Nobel critica Sua Santidade. Tenha pena de que tenha usado estes termos. O Santo Padre é um homem de bem, que vai muito à frente. Lamento que um homem da estirpe do nosso Nobel não consiga reconchecê-lo.

publicado por theosfera às 22:09

Mas, atenção, ainda faltam dois jogos para chegar ao Mundial!

publicado por theosfera às 22:07

 

O então Cardeal Joseph Ratzinger disse, no magnífico Diálogo sobre a Fé («Rapporto sulla fede»), que a Igreja era, corajosamente, chamada a ser «oposição à ideologia da banalidade que domina o mundo». Mas parece que, por vezes, se prefere fazer, dentro da Igreja, oposição à doutrina da própria Igreja.
publicado por theosfera às 20:43

Jogador morto à facada na Jamaica!

publicado por theosfera às 20:09

Há sempre problemas que vêm de fora e problemas que vêm de dentro.

 

Agora, que nos preparamos para assinalar o centenário da república, importa pensar no senguinte: há cem anos, o problema da Igreja era sobretudo externo, hoje, o problema da Igreja é sobretudo interno.

 

A sociedade, a seu modo, vive uma fase pós-secularista e com bastante apetência pela espiritualidade.

 

Ofereçamos aquilo que Deus quer e a Humanidade espera.

publicado por theosfera às 19:48

Aborto aumenta. No ano passado, foram mais de 17 mil os abortos praticados em hospitais públicos. Certamente, a este número há que somar mais abortos clandestinos!

 

Nascimentos descem. Este ano, pela primeira vez, o número de nascimentos será inferior a cem mil.

 

Dois dados que devem fazer reflectir. E inflectir!

 

 

publicado por theosfera às 19:45

... é (só) ganhar a Malta!

publicado por theosfera às 19:22

O mais necessário é aceitar a diferença.

 

O mais difícil é suportar a injustiça.

publicado por theosfera às 11:33

Quando alguém nos pede algo e quando, em nome desse mesmo alguém, nos impedem de realizar esse (mesmo) algo, que fazer?

publicado por theosfera às 11:12

A Santa Sé está a pedir aos enfermos do mundo inteiro que, neste Ano Sacerdotal, ofereçam as suas orações e sacrifícios especialmente pelos sacerdotes.

 

Esta é a proposta feita numa carta pelo arcebispo Zygmunt Zimowski, presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os Agentes Sanitários, enviada no dia 1 de Outubro.

 

«Estou perto de cada um de vós e convido-vos, queridos irmãos e irmãs enfermos, a dirigir incessantemente as vossas orações e o oferecimento dos vossos sofrimentos ao Senhor da vinha, em favor da santidade dos vossos amados sacerdotes, a fim de que desempenhem com entrega e caridade pastoral o ministério que Cristo, Médico do corpo e da alma, lhes confiou».

publicado por theosfera às 06:03

13
Out 09

Dizem que nada se ganha em revelar o que se sabe.

 

Mas, perguntar-se-á, que se ganha em esconder o que existe?

 

A verdade deverá ser sonegada?

publicado por theosfera às 21:32

O vídeo de Maité Proença, satirizando o que viu em Portugal (que sempre a recebeu bem), e  as risadas escarninhas das companheiras do programa, dizem mais do emissor do que do conteúdo e do putativo alvo.

 

Se algum português quisesse fazer algo parecido com os brasileiros não seria difícil. Mesmo o povo mais desenvolvido tem sempre os seus pontos frágeis.

 

Mais do que saber que há uma casa degradada com o 3 ao contrário ou mais do que verificar que um funcionário não conseguiu remediar um problema no computador, o que ressalta é a arrogância despropositada.

 

Eu gostaria de perguntar: aquelas senhoras riem de quê? Da figura que estavam a fazer?

 

Seria bom que reflectíssemos todos. É que, também entre nós, se contam anedotas e se costuma satirizar modos de falar dos alentejanos ou de outros povos. Nunca gostei disso, confesso.

 

É claro que a televisão dá outra amplitude. Mas a substância persiste.

 

Não façamos disto um caso maior do que, na verdade, é. 

 

Nunca apreciei estas figuras públicas que se destacam pela aparência e pelo aparato. Habitualmente, esta gente esconde mais do que revela.

 

É triste. É pena. Mas não vale a pena dar muita importância a isto. 

publicado por theosfera às 19:24

A hermenêutica é importante, mas a vivência é fundamental.

 

Mais do que interpretar o Senhor Jesus manda-nos transformar: a vida, o mundo, a história, cada um de nós!

publicado por theosfera às 14:08

Maité  Proença ridiculariza os portugueses, que costumam ser tão simpáticos com os brasileiros! Não percebo qual é a graça, mas enfim!

publicado por theosfera às 14:06

«A Igreja abandona qualquer coisa que lhe foi confiada quando ela não louva Maria».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Joseph Ratzinger.

publicado por theosfera às 11:52

«As crianças têm de ter muita paciência com os adultos».

Assim escreveu (madura e magnficamente) Antoine de Saint-Exupéry.

publicado por theosfera às 11:12

Uma dos campos em que o povo se tem mostrado mestre é na devoção a Nossa Senhora.

 

Desde há umas décadas, houve uma tendência, em certos círculos teológico-eclesiásticos, para esvaziar o papel de Maria.

 

Deixou de se valorizar a oração do Terço e do Rosário. Deixou de se falar, com a mesma insistência, no Seu papel na História da Salvação. E deixou de se insistir na doutrina mariana.

 

Tantas vezes votado à sua sorte, o povo continuou a rezar de Terço na mão. Continuou a demandar os santuários marianos e a não dispensar as procissões.

 

Há quem considere o culto a Maria (hiperdulia) como competidor com o culto devido a Deus (latria).

 

Só que a melhor Teologia sempre ressalvou que o culto a Maria é uma realização do próprio culto a Deus. Isto porque o que aconteceu em Maria é uma realização singularíssima da obra de Deus.

 

Maria significa stilla maris (gota do mar) ou, como ficou desde há muito, stella maris (estrela do mar).

 

O povo é sábio. Conduzido por Maria, chega rapidamente a Deus.

 

Como não aprender com os simples?

publicado por theosfera às 11:03

Todos nós sentimos que há um tremendo défice de formação por parte dos cristãos. É uma necessidade (e, mais que uma necessidade, uma urgência) suprir esta lacuna.

 

Passando a minha vida a pensar nisto, vou concluindo, cada vez mais, que temos muito a aprender não só nos livros, mas também na vida. Em matéria de fé, o povo é mestre, o povo simples, humilde e puro.

 

Há quem conceptualize o que não vive. Convence-me mais quem vive o que não consegue conceptualizar. Nos santuários, nas Igrejas, nas casas ou até nas ruas, há tanto exemplo de fé viva que nos deve levar a pensar.

 

Cada vez aprendo mais com o povo: a viver a fé. De uma maneira limpa, transparente e lhana.

 

Não havia de ser só os pastores a falar aos fiéis. Havia também de haver oportunidade de os fiéis falarem aos pastores. Também nos faz bem ouvir, calar, aprender. Com o povo.

 

Obrigado, bom povo. No fundo, foi no meio do povo que recebi a fé. Como é que me atrevo a ensinar se ainda tenho tanto a aprender? Com o povo.

publicado por theosfera às 11:02

Que bom poderes ter acordado, Irmão.

Agradece ao Senhor o dom da vida. Persigna-te. Oferece-Lhe o teu dia.

Não esqueças a visita ao Santíssimo, a Liturgia das Horas, a Santa Missa, o santo Terço, a oração mental, a leitura escriturística e hagiográfica. E, depois, vive a caridade, projecta no próximo o que encontras em Deus.

Que o Senhor te abençoe.

Muita paz para ti. Muita paz no Senhor Jesus e em Sua Santa Mãe.

Sê feliz. Hoje. Agora. Já.

Bom dia para ti, Irmão.

publicado por theosfera às 11:01

«Muitas vezes há mais bom senso numa única pessoa do que numa multidão».

 Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Fedro.

publicado por theosfera às 10:58

 

Ao longo dos tempos, a organização da Igreja tem assentado numa base territorial no pressuposto de que a um território corresponde uma comunidade. A própria Igreja universal, que abarca a terra inteira, acaba por ser uma comunidade formada por todas as comunidades.
 
Trata-se, predominantemente, de comunidades territoriais, que nasceram de um prolongado trabalho de evangelização e que permanecem como uma referência de identificação. Regra geral, é a um território paroquial que nos referimos quando nos perguntam donde somos.
 
Acontece, porém, que, hoje em dia, esta correspondência já não se verifica com a precisão devida e a transparência desejada. Há, com efeito, territórios que já não se constituem em comunidade. E há comunidades que optam por não se constituir em território.
 
Umas estão simultaneamente presentes em vários territórios. São, por isso, transterritorais. Outras, embora sediadas num lugar, não estão directamente ligadas a um território em particular. São, por conseguinte, supraterritoriais.
publicado por theosfera às 10:54

12
Out 09

«São precisos dois para fazer a paz».

Assim escreveu (acutilante e magnificamente) John Kennedy.

publicado por theosfera às 14:04

Pela cidade vão-se limpando as ruas do material da campanha eleitoral.

 

Ao ver arrumar cartazes com o rosto dos candidatos, lembrei-me de quão ingrata é a vida.

 

A partir de hoje, as atenções estão concentradas nos vencedores. Os vencidos depressa serão esquecidos. É natural, dir-se-á. Mas será correcto?

 

Era bom que prestássemos o nosso agradecimento a quantos, mesmo não ganhando, se dispuseram a servir a comunidade.

 

Não é fácil servir. Por isso, nunca é demais mostrar o nosso reconhecimento a quem está disponível para serviço tão nobre e nobilitante.

 

Não esqueçamos estes nossos irmãos.

publicado por theosfera às 14:00

«O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade».
Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Ernest Hemingway.

publicado por theosfera às 11:57

Arrumemos as bandeiras dos partidos. Voltemos a desfraldar as bandeiras das cidades, das vilas e das aldeias.

 

Um por todos. E todos pelo desenvolvimento das nossas terras.

 

Mãos à obra. O futuro está com pressa. A esperança não gosta de hiatos nem admite delongas.

 

Que Deus a todos abençoe. 

publicado por theosfera às 11:53

 

A vertigem consumista e a a deriva individualista da nossa cultura são o mais poderoso certificado da doença espiritual que a afecta a humanidade.
 
As pessoas fecham-se umas às outras quando, no seu íntimo, começam por se fechar a Deus. Aliás, como fazer a experiência do outro no exterior se nos recusamos a fazer a experiência do outro no interior?
 
É claro que subsistirá sempre o risco de uma fricção. Haverá sempre quem pretenda uma espiritualidade sem compromisso social e, como por osmose, quem propugne uma militância social sem abertura espiritual.
 
Depressa se notarão, porém, distorções. Basicamente, porque (num caso e noutro) se concluirá que falta a dimensão de totalidade requerida pelo humano. Uma espiritualidade sem compromisso social será mero intimismo sem rasgo. E uma militância social sem abertura espiritual dificilmente passará de uma ideologia sem consistência.
 
Em síntese, se a consciência social dos baptizados ainda não está apurada, o mal não se encontra na oração ou na liturgia. Até porque, a avaliar pelos mais recentes estudos, a presença regular na Eucaristia também está a cair.
 
Se queremos espevitar a solidariedade nos cristãos, não os afastemos do culto. Ao invés, instemos com eles para que participem mais — e melhor — no culto. Nunca descartando que o verdadeiro culto não se esgota no templo. Abarca o quotidiano e projecta-se na vida.
 
O «ide em paz» não é uma despedida. É um envio. Quando a Missa termina, a missão começa. «Quem ama a Deus, ame também a seu irmão» (1 Jo, 4, 21).
publicado por theosfera às 11:39

Sei que, ontem, os candidatos se telefonaram e que os vencidos cumprimentaram os vencedores. É edificante, sem dúvida. Mas é preciso mais.

 

Sendo a democracia, como dizia Raymond Aron, «obra comum de partidos rivais», propunha que as diversas forças políticas (mesmo aquelas que não elegeram representantes) fossem, periodicamente, consultadas. Que lhes fosse permitido fazer chegar às vereações as suas propostas, os seus reparos e as suas críticas.

 

A convivência democrática não se esgota nas eleições.

 

Sei que, em muitos casos, existe predisposição para a incrementar.

 

Ainda bem.

publicado por theosfera às 11:36

Olhando já para o futuro, pensemos nas próximas eleições. Com antecedência, a serenidade é maior.

 

Será que valerá mesmo a pena continuar a apostar em caravanas, em outdoors, em arruadas ou em grandes ajuntamentos?

 

Tudo isto é deveras dispendioso. Será eficaz?

 

É claro que, a esta hora, é fácil detectar a bissectriz: quem ganha diz que é eficaz, quem perde diz que não.

 

E, neste último caso, a tendência é para achar que não se apostou o suficiente. Pelo que o mais certo é que, na próxima, os que perderam apostem mais intensamente em tudo isso.

 

Depois, também há que atender a este dado: no tempo da explosão da net, nem sempre o que se via em muitos blogs se repercutiu nas eleições.

 

É claro que a mobilização na rua inocula uma sensação de vitória. O espectáculo é uma dimensão a que muito dificilmente se consegue fugir.

 

Mas era bom que se fizessem estudos, agora que este tri-ciclo eleitoral terminou. Quantos votos terão sido conquistados por um outdoor, por uma arruada, por um jantar ou por uma caravana?

 

Estas realizações, habitualmente, mobilizam quem já está convencido. Importante seria que os candidatos fossem às populações, as reunissem, as escutassem e lhes dissessem o que pensam fazer.

 

É claro que isto não é tão vistoso. Mas não será mais eficiente? Mais envolvente? E mais cívico?

 

Penso que é uma forma de se evitarem tantos anticorpos e se gerarem mais sinergias.

 

O esclarecimento sempre tem mais substância que o espectáculo.

 

Não querem tentar?

publicado por theosfera às 11:24

Penso que é um pouco desajustado inferir leituras nacionais de resultados locais.

 

É difícil encontrar uma linha condutora entre os diversos desfechos.

 

Se olharmos para Lisboa, poder-se-á pensar que o efeito das eleições legislativas se fez sentir. Mas basta olhar logo para o Porto ou para Faro, para pensar exactamente o inverso.

 

Não há uma linha contínua a não ser que as pessoas não votam só em partidos nem em equipas (votam cada vez mais em pessoas). E, depois, há factores como o trabalho realizado, a relação estabelecida ou, então, o cansaço gerado.

 

Quem investe num relacionamento directo com as populações fica em melhor posição. O país não pode prescindir dos partidos, mas aprecia sempre quem, mesmo nos partidos, se demarca deles.

 

Nota-se que quem está no poder está em melhores condições de continuar. Mas também aqui não se pode universalizar. Faro, Leiria, Castro Daire ou Tabuaço mostram o contrário.

 

Quando um partido, estando no poder, muda de candidato tem maiores probabilidades de perder. Veja-se Tavira ou Moimenta da Beira.

 

As fidelidades aos partidos estão, cada vez mais, esbatidas. As pessoas receberam três boletins de voto e, em muitos casos, votaram de modo diferente em cada um.

 

Creio, por isso, que, a esta hora, não deveriam ser os partidos a ocupar o centro do debate. Deixemos que as populações não percam o protagonismo que, ontem, lhes foi dado. Que as suas aspirações não sejam desatendidas.

publicado por theosfera às 11:16

11
Out 09

Acabo de saber. Deve ter sido caso único no país.

 

Na minha terra natal, à assembleia de freguesia candidataram-se duas listas, dois PS's: o PS e o PSJF (Por S. João de Fontoura).

 

O resultado não podia ser mais equilibrado: o PS teve 280 votos e o PSJF obteve 281.

 

Na minha terra aplicou-se o que muitos políticos dizem: por um voto se ganha, por um voto se perde.

 

Mas estou certo de que, encerrada esta pugna eleitoral, todos se (re)unirão em torno do bem da freguesia.

publicado por theosfera às 23:26

Tenho o rádio ligado e tenho ouvido as declarações dos principais protagonistas das eleições em Lamego.

 

Queria destacar a dignidade e a nobreza de todos os intervenientes. Apesar do desnível dos resultados, todos os candidatos se têm nivelado em urbanidade e civismo.

 

E, quando assim, está tudo bem. De facto, ninguém perde quando o bem comum ganha. Todos precisamos de todos.

publicado por theosfera às 22:35

Estão a ser debitados os resultados eleitorais.

 

Outrora, era necessário esperar toda a noite.

 

Actualmente, a esta hora está tudo decidido.

 

Fundamental é que, escoados os ecos da campanha, se unam esforços e conjuguem sinergias para a realização do bem comum.

 

Ninguém perde quando a comunidade ganha.

 

Faz sempre bem recordar, nesta altura, Raymond Aron quando disse que «a democracia é obra comum de partidos rivais».

 

Todos são necessários para o trabalho. As nossas terras são pequenas. Mas as suas aspirações são grandes. Ninguém pode ser dispensado.

publicado por theosfera às 21:57

Em mais um aniversário do Concílio, valerá a pena empreender uma reflexão que, porventura, ainda não chegou a muitas latitudes.

 

Há quem teime em colocar o Concílio contra a Tradição e em estabelecer distinções entre cristãos pré-conciliares e cristãos conciliares ou, então, entre cristãos identitários e cristãos conciliares.

 

Ora, isto é um perigo e constitui uma leitura infundada. Revela, quase sempre, uma aproximação superficial e segmentada à letra e ao espírito do Concílio Vaticano II.

 

Não começa a Lumen Gentium por falar da identidade? E onde radica a identidade da Igreja? Não é no mistério, na Trindade, em Deus?

 

Há muitas leituras supostamente conciliares que se tornam anticonciliares. Desde logo porque são pouco conciliatórias (a propósito, veja-se isto). E, acima de tudo, porque, pretendendo espelhar o Concílio, se afastam do mesmo Concílio.

 

É preciso ter presente que, numa altura em que se assiste a uma renovada busca de espiritualidade, há quem persista em atitudes de desalinhamento.

 

Há um problema sério que se vai manifestando em vastos sectores. O Concílio disse, na Dei Verbum, que a Igreja não é dona, mas serva da Palavra.

 

No entanto, há quem se comporte como proprietário da Igreja. Há quem não faça caso das referências e das normas da Igreja para, depois, se erigir a si mesmo em norma e em padrão.

 

Daí que, por vezes, quem queira, modestamente embora, viver o Concílio e tudo o que advém dele (como o Catecismo ou o Código) seja impedido e incomodado.

 

Na Igreja, há lugar para diferenças. Mas estas diferenças não podem atentar contra a unidade e o seu imperecível fundamento: Cristo presente na Sua Igreja.

 

Temos de estar precavidos que não falta quem ponha a correr uma série de máculas sobre quem procura estar com Cristo, sob a égide do Sucessor de Pedro e na esteira do que dimana do  sucedâneo do Colégio Apostólico.

 

A fidelidade é apresentada como eivada de tradicionalismo retrógrado e como padecendo de falta de espírito de grupo.

 

Temos de estar atentos. A Igreja, como diziam os escritores antigos, é um barco que vacila, mas não cai. Porque o seu piloto é Cristo e o seu mastro é a Cruz.

 

Basta estar em Cristo. Venham todas as adversidades, se tiverem de vir. A paz nunca se afastará do nosso coração.

publicado por theosfera às 16:18

Gostava que aquela mártir que foi morta no Irão recebesse o prémio.

Sobre o nobel, deixo aqui esta reflexão.

publicado por theosfera às 13:50

A Igreja canoniza a santidade, oração, a caridade, a verdade, o amor.

 

Ou seja, aponta como regra o empenho no seguimento de Cristo nas mais diversas formas de vida.

 

Nunca a Igreja canoniza a mediocridade, a inveja e a mentira.

 

Nunca.

publicado por theosfera às 13:41

O Padre Damião, herói dos leprosos, é um deles.

publicado por theosfera às 13:39

Foi deveras edificante o que me foi dado presenciar esta manhã.

 

Quando, na companhia de minha querida Mãe, me dirigia para votar, vi os diversos candidatos à junta de freguesia em amena conversação.

 

Felicitei-os, ab imo corde, pelo notável exemplo de civismo que estavam a dar.

 

Assim é que deve ser. E, graças a Deus, é.

publicado por theosfera às 13:34

As eleições são sempre um acto cívico que, por vezes, se transformam em actos épicos com episódios lúdicos. O que não sabíamos é que também poderiam ter desfechos trágicos.

 

O que aconteceu  aqui pode ter muitas explicações, mas não terá uma única justicação Uma vida vale mais, infinitamente mais, que todos os poderes.

publicado por theosfera às 13:31

Hoje vamos votar, mais uma vez: para a Assembleia Municipal, para a Câmara Municipal e para a Assembleia de Freguesia.

 

Que tudo decorra pelo melhor.

publicado por theosfera às 06:14

Há 47 anos começava em Roma o Concílio Vaticano II.

Há que lembrar. Há que louvar. Há que agradecer. Há que ler. Há que aplicar.

No Concílio ressoou a palavra de sempre para a época actual: a Palavra de Deus revelada em Cristo e presente na Sua Igreja.

publicado por theosfera às 06:13

«Podes sofrer sem ser santo. Mas não podes ser santo sem sofrer».

 Assim escreveu (magnificamente) Alguém.

publicado por theosfera às 06:12

 

É uma ilusão advogar uma maior participação social dos cristãos à custa de um menor envolvimento espiritual. Do que se trata é precisamente do oposto. Se queremos intensificar a militância social dos cristãos, nada melhor do que promover a sua vida espiritual.
 
É que a espiritualidade não é um compartimento da existência cristã ao lado de outros, à primeira vista, mais prioritários e urgentes. A experiência espiritual não é compartimental, mas global. Não é parcelar, mas totalizante. Não é atomística, mas holística.
 
Se ela for, portanto, devidamente percebida e correctamente praticada, sentir-nos-emos mobilizados para tudo quanto tem a ver com o Homem e com o Mundo.
 
Nunca percamos de vista que a experiência do Deus de Jesus Cristo é a experiência de Alguém que vive para o Homem ao ponto de Ele próprio Se fazer Homem (Jo 1, 14).
publicado por theosfera às 06:09

10
Out 09

Bush não poderia ganhar o Nobel da Paz (só) por causa de manter Guantánamo.

 

Será que Obama pôde ganhá-lo apesar de ainda não ter fechado Guantánamo?

 

Uma humanidade decente não pode consentir algo assim.

publicado por theosfera às 23:34

É o Senhor quem o assegura no Evangelho deste Domingo: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».
 

publicado por theosfera às 23:29

Tinha a televisão ligada, mas não prestei grande atenção.

 

Sei, porém, que Portugal ganhou à Hungria por 3-0. O que, articulando com a derrota da Suécia, recoloca a Selecção na pista da África do Sul.

 

Eis, pois, um tema para dissecar neste dia de reflexão.

 

 

publicado por theosfera às 23:15

Havia um homem que sabia tudo. Era enciclopédico. Só lhe faltava uma coisa: viver o que sabia.

 

Mas foi essa coisa (aparentemente um apêndice) que impediu o passo decisivo.

 

Não basta saber. É fundamental que se viva o que se sabe.

publicado por theosfera às 20:24

 

1. Em todas as coisas — se pensarmos bem! —, é sempre mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa.
 
Miguel de Unamuno disse mesmo que «nada nos une tanto como as nossas discordâncias»!
 
Pena é que, invariavelmente, acabemos por insistir mais naquilo que nos separa do que naquilo que nos une.
 
E é assim que, em vez de ser a unidade a vencer a separação, é quase sempre a separação a obscurecer a unidade.
 
Será que já nos apercebemos de que os crentes e os ateus estão mais próximos do que, à partida, se poderia imaginar?
 
Ao contrário do que possa pensar, ser ateu não é ser descrente. Ateísmo é uma coisa e descrença é outra.
 
Descrente é o que não acredita. Sucede que o ateu acredita: acredita que Deus não existe.
 
Por conseguinte, o ateu também se relaciona com Deus. Trata-se de uma relação adversativa, é certo, mas não deixa de ser relação.
 
Miguel Torga verbalizou, magistralmente, este paradoxo: «Deus. O pesadelo dos meus dias. Tive sempre a coragem de O negar, mas nunca a força de O esquecer».
 
 
2. É claro que o ateu acha que a sua posição é racional, científica. Ele acha que tem provas evidentes de que Deus não existe.
 
Só que aquilo que é convincente para um ateu não é convincente para um crente.
 
Admitamos que seja difícil provar que Deus existe. Mas alguém achará fácil provar que Deus não existe?
 
O que é provar, afinal? Não será, acima de tudo, experimentar? Acontece que o eco que chega da realidade não é o mesmo para o ateu e para o crente.
 
Sobre isto António Ramos Rosa capta apenas silêncio. Para o poeta, «Deus aquele que não é ou, se é, é aquele que não é para nós».
 
Por sua vez, José Saramago entende que «a existência do Homem é o que prova a inexistência de Deus».
 
No entanto, há quem, olhando para a mesma realidade, experimente exactamente o contrário.
 
Já o autor bíblico atesta que «os céus proclamam a obra de Deus e o firmamento anuncia a obra das Sua mãos» (Sal 19, 1). Tudo é teofânico.
 
Em síntese, na experiência que faz da realidade, o ateu experimenta a ausência de Deus. Na experiência que faz da mesma realidade, o crente experimenta a presença de Deus.
 
Parafraseando Napoleão Bonaparte, o crente estaria inclinado a dizer que o ateu olha para onde ele olha, mas não vê o que ele vê.
 
 
3. Porquê esta discrepância?
 
Será que o problema do ateu é com Deus ou com aqueles que falam em nome de Deus?
 
O ateísmo (até pela etimologia se infere isso) não é, em primeira instância, negação de Deus, mas negação do teísmo.
 
Ora, o teísmo não é, necessariamente, o mesmo que Deus. O teísmo é um conjunto de discursos sobre Deus.
 
E não há dúvida de que — como refere o Vaticano II —, tais discursos (e respectivos comportamentos), não raramente, «escondem, em vez de revelar, o autêntico rosto de Deus».
 
Se pensarmos bem, os nossos irmãos ateus não é a Deus que negam. Negam-nos a nós. E não será que, tantas vezes, somos nós que, com as nossas atitudes, negamos o próprio Deus?
 
Sempre me impressionou a confidência do Prof. Óscar Lopes, para quem «o homem que mais contribuiu para abalar as suas convicções foi um padre». Isto porque, na sua óptica, «ele próprio não acreditava».
 
 
4. Pode haver erros na avaliação dos outros. Mas pode haver também equívocos na nossa vivência.
 
E é precisamente no terreno da vivência que tudo se decide.
 
Muitas vezes, o ateu, quando diz não acreditar em Deus, o que ele está a dizer é que não acredita em quem acredita.
 
Não é com Deus que os ateus estão desiludidos ou desencantados. Se olharmos para as atitudes, há crentes que se comportam como ateus (como se Deus não contasse). Do mesmo modo, há ateus que se comportam como crentes (como se fosse Deus a inspirá-los).
 
O certo é que Deus não existe só para os crentes. Ele não precisa sequer de ser transportado a ninguém. Ele está em todos. Nos que dizem acreditar. E nos que, não dizendo, acabam por não estar longe d’Ele!
publicado por theosfera às 20:18

Que país e que mundo onde acontece istoisto?

publicado por theosfera às 19:22

Os matrimónios na Igreja Católica tiveram uma quebra de 46 %, na última década. Segundo dados do Anuário Católico de Portugal de 1999 e de 2008 todas as dioceses conheceram um decréscimo de celebrações matrimoniais.

 

Num total de 52401 matrimónios em 1999, as dioceses celebraram 27908 no ano de 2008. A diocese do Porto regista a maior quebra. Em 2008 foram celebrados 6048 matrimónios, menos 5911 que em 1999.

 

A diocese de Vila Real foi a que menos viu o decréscimo de matrimónios se acentuar. Se em 1999 celebrou 1100 matrimónios católicos, quase 10 anos depois este número desceu para os 919.

 

Estes são dados que não surpreendem o Padre Luís Inácio João, Secretário da Comissão Episcopal do Laicado e da Família, que aponta uma mudança cultural antes de uma mudança religiosa.

 

«A sociedade conduz-se não por valores mas por parâmetros de conformidade, de moda, onde as pessoas procuram o eco da sua forma de estar e ser, e fazem disso critério de vida».

 

Por um lado, há que saudar a coerência. Se as pessoas não têm vivência cristã, é melhor não celebrarem aquilo que não vivem. É uma questão de verdade.

 

Há quem se apresente para celebrar o Matrimónio apresentando, como única credencial, o Baptismo!

 

Prevaleciam razões meramente sociológicas: o hábito, a vontade dos pais, etc.

 

O que preocupa é o sintoma que subjaz em tudo isto: é o recuo da vivência pública da fé.

 

Porque é que as pessoas se afastam? Apenas por uma questão de vontade? Ou não será também porque o testemunho que, em Igreja, se oferece é pouco apelativo?

 

Nota-se que as pessoas continuam a amar Deus e Jesus Cristo. Com o Cristo da Igreja, tudo parece estar bem. Já com a Igreja de Cristo é que as coisas são diferentes.

 

É claro que não se pode seguir a Cristo sem a Igreja. Mas as pessoas precisam de ver transparência na Igreja. Hoje, o patamar de exigência aumentou.

 

Não é em vão que o teólogo Martín Velasco assinala que, sociologicamente falando, o Cristianismo rejuvenesce equanto a Igreja envelhece.

 

Pensemos. Oremos. E mudemos. A conversão está ínsita no Evangelho.

publicado por theosfera às 19:10

O mundo parece continuar atordoado com o prémio Nobel da Paz atribuído a Barack Obama.

 

A surpresa é grande. Dá mesmo a impressão de que Obama tem uma estrelinha que lhe faz chegar em pouco tempo aquilo que a outros só vem (no caso de vir) após enormes esforços.

 

Este não é, pois, um prémio para o trabalho feito. Será, acima de tudo, um estímulo para o trabalho a realizar.

 

É, por isso, um prémio para a esperança. E também, diga-se, para a palavra. O mundo continua a acreditar no que Obama tem dito. Vamos esperar pela prova dos factos.

 

Para já, nada de substancial a registar. Eis, assim, uma distinção que compromete quem a recebe e quem a atribui.

 

Que a esperança não emigre.

publicado por theosfera às 11:42

Neste Ano Sacerdotal, estas palavras de S. Gregório Magno, que sempre me impressionaram, adquirem uma relevância maior: «Para a messe, que é grande, os trabalhadores são poucos, o que não podemos referir sem tristeza; porque, embora haja quem ouça a boa nova, falta quem a pregue. De facto o mundo está cheio de sacerdotes, mas muito raramente se encontra um operário na messe de Deus. É verdade que recebemos o ministério sacerdotal, mas não cumprimos as obrigações do cargo».

publicado por theosfera às 11:40

Foi um homem que muito me marcou. Se fosse vivo, faria hoje 99 anos. Gostava de dizer que era o homem dos três dez: «Nasci a 10 do 10 do 10» (10 de Outubro de 1910). O Padre Antonino Pinto Duarte foi um homem bom, que me encaminhou para o seminário e sempre manteve o desvelo paternal até ao fim. Obrigado.

publicado por theosfera às 06:11

Mais um dia de reflexão antes de umas eleições.

 

Será também um dia de descanso pois a campanha foi desgastante para muitos até aos últimos momentos.

 

E será igualmente um dia de vibração por causa da Selecção Nacional.

 

Muita paz no Senhor Jesus.

publicado por theosfera às 06:07

 

Que o representante de uma multinacional subestime a espiritualidade é coisa que certamente se lamenta, mas (ainda assim) percebe-se.
 
Que seja o membro de uma Igreja a apoucá-la já é algo que só se pode lastimar. Sobretudo quando dá a entender que é o investimento na espiritualidade que explica o deficiente empenhamento nas chamadas questões sociais.
 
Não há equívoco maior. É que, ao contrário do que se diz, não é a pujança espiritual que induz o adormecimento social. Este é que é provocado por uma profunda anemia espiritual.
 
Daí que seja sempre com espanto, apreensão e suma perplexidade que se vê pôr em contradição oração e acção social, catequese e solidariedade, liturgia e apoio aos pobres. Como se fosse a oração a obstruir a acção social, a catequese a colidir com a solidariedade ou a liturgia a dificultar o apoio aos pobres.
 
É, desde logo, a História que não cessa de nos lembrar que foram os guardiães da contemplação a custodiar a esperança dos pobres. Juan Antonio Estrada recorda-nos que foram «os monges e os movimentos de vida religiosa que mais mantiveram vivas estas tradições no povo cristão e junto deles surgiram diversos movimentos de pobreza laicais que, nas diferentes épocas, urgiram as exigências evangélicas e questionaram toda a Igreja».
 
Por conseguinte, se a indiferença perante os problemas da sociedade revela alguma coisa é não um excesso de espiritualidade, mas um penoso défice de espiritualidade.
publicado por theosfera às 06:07

09
Out 09

Abrir as portas da casa é, sempre, franquear as janelas da alma.

 

Ao Francisco, à Sónia e ao Francisquinho um obrigado muito sentido e o meu reconhecimento muito sincero pela delicadeza, pela amizade e pela estima.

 

As maiores felicidades. A certeza da minha oração. Que o sol da felicidade brilhe sempre no caminhar da vossa vida.

 

Do fundo do coração, muito obrigado.

 

 

publicado por theosfera às 22:58

«O silêncio é a minha maior tentação».

Assim escreveu (sublime e magnficamente) Eugénio de Andrade.

publicado por theosfera às 11:32

Abraão viveu cerca de dois mil anos antes de Cristo.

 

Estamos a pouco mais de dois mil anos depois de Cristo.

 

Isto significa que o tempo de duração do Novo Testamento já é tão longo como o do Antigo Testamento.

 

Ghislain Lafont alerta a nossa atenção para este facto que ultrapassa, em muito, a satisfação de uma mera curiosidade.

 

Passámos do Deus desconhecido ao Deus único e do Deus único ao Deus amor.

 

O tempo da antiga aliança foi sobretudo o tempo da revelação. O tempo da Igreja (este que estamos a viver) tem de ser, acima de tudo, o tempo da transformação. Da mudança. Da conversão. Da justiça e da paz.

 

A utopia tem de ter topia. Deus assim quer. Que o Homem não se oponha mais à vontade de Deus.

publicado por theosfera às 11:23

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